{"id":678,"date":"2024-11-17T12:42:51","date_gmt":"2024-11-17T15:42:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fliconquista.com\/?p=678"},"modified":"2024-11-17T12:54:54","modified_gmt":"2024-11-17T15:54:54","slug":"conversa-com-o-autor-raphael-montes-lota-teatro-do-centro-de-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fliconquista.com\/2024\/conversa-com-o-autor-raphael-montes-lota-teatro-do-centro-de-cultura\/","title":{"rendered":"Conversa com o autor Raphael Montes lota teatro do Centro de Cultura"},"content":{"rendered":"<p>Na quinta-feira (14), segundo dia da FliConquista (Feira Liter\u00e1ria de Vit\u00f3ria da Conquista), o teatro do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima estava lotado, principalmente por jovens, para acompanhar a conversa com o escritor Raphael Montes. Autor renomado no g\u00eanero policial e de terror, Raphael \u00e9 conhecido por obras como Suicidas (2012), Dias Perfeitos (2014), Uma Fam\u00edlia Feliz (2024) e Bom Dia, Ver\u00f4nica (2020), sendo este \u00faltimo adaptado para uma s\u00e9rie pela Netflix.<\/p>\n<p>Apesar dos temas densos e da abordagem de quest\u00f5es complexas, os livros de Raphael Montes atraem um p\u00fablico variado, incluindo jovens, que compareceram em grande n\u00famero \u00e0 atividade com o autor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fani, uma estudante de 13 anos, viajou cerca de 400 km de Riacho de Santana at\u00e9 Vit\u00f3ria da Conquista, acompanhada pelo pai, para conhecer seu \u00eddolo. &#8220;Eu comecei a ler aos 11 anos depois de ouvir falar sobre os livros do Raphael Montes. Desde ent\u00e3o, n\u00e3o parei mais e j\u00e1 li todas os livros dele. Quando fui abra\u00e7\u00e1-lo, fiquei muito emocionada. Estou muito feliz de estar aqui&#8221;, compartilhou.<\/p>\n<p>Geovana Porto, professora de portugu\u00eas de 20 anos, tamb\u00e9m expressou a alegria de acompanhar a conversa com o escritor. &#8220;Foi maravilhosa. Quase n\u00e3o acreditei. Meu cora\u00e7\u00e3o acelerou, a m\u00e3o suava. Ele \u00e9 uma pessoa com uma mente incr\u00edvel, que escreve coisas fant\u00e1sticas. Ter um autor como ele na contemporaneidade brasileira \u00e9 importante, pois atrai a aten\u00e7\u00e3o dos jovens&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Maria Clara Lacerda, de 14 anos, aluna de Geovana, refor\u00e7ou a import\u00e2ncia do evento. &#8220;Foi uma experi\u00eancia muito boa, que eu nunca imaginei que aconteceria aqui em Conquista, ainda mais em um evento gratuito. Sou muito f\u00e3 dele, por conta da minha professora&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Analu Silva, estudante de Administra\u00e7\u00e3o de 21 anos, destacou a conex\u00e3o que sente com as hist\u00f3rias de Raphael. &#8220;Ele \u00e9 incr\u00edvel porque escreve de forma que nos identificamos, usando nossas refer\u00eancias, g\u00edrias e linguagem. Isso faz com que a gente mergulhe ainda mais nos livros. Eu adoro&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>O escritor de terror Renato Nakamura Ferreira tamb\u00e9m participou da mesa e compartilhou sua experi\u00eancia. &#8220;Foi inspirador. \u00c9 sempre bom ver que \u00e9 poss\u00edvel chegar l\u00e1. O nicho de terror e suspense no Brasil \u00e9 fr\u00e1gil, ent\u00e3o \u00e9 gratificante ver que existem pessoas que conseguem alcan\u00e7ar o topo&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>Para Raphael Montes, as feiras liter\u00e1rias t\u00eam um papel crucial na conex\u00e3o entre leitores e autores, al\u00e9m de promoverem a literatura nacional. &#8220;Essas feiras liter\u00e1rias promovem um encontro entre eu, que escrevi o livro anos atr\u00e1s, e o leitor, que o leu&#8221;, destacou o autor. Ele enfatizou a crescente valoriza\u00e7\u00e3o dos autores brasileiros que conseguem lotar audit\u00f3rios e cativar o p\u00fablico. \u201cAcho que isso vem acontecendo, primeiro gra\u00e7as aos pr\u00f3prios leitores, que cada vez mais se interessam por hist\u00f3rias que se passam no Brasil e as recomendam. Essa recomenda\u00e7\u00e3o, feita de amigo para amigo ajuda a romper preconceitos sobre a literatura nacional.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos leitores, Raphael mencionou a import\u00e2ncia dos livreiros e das redes sociais. &#8220;Os vendedores de livrarias e as redes sociais, como os booktubers e booktokers, t\u00eam um papel relevante, fazendo com que os livros sejam temas de conversa no Instagram, TikTok, e outras plataformas&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>Sobre o tema da FliConquista deste ano, que debateu os limites da literatura, Raphael falou sobre a natureza complementar entre a literatura e outras formas de manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica. &#8220;Para mim, a literatura \u00e9 a origem de tudo. As adapta\u00e7\u00f5es para s\u00e9ries, filmes e teatro s\u00e3o consequ\u00eancias que complementam a literatura&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>O autor tamb\u00e9m enfatizou a import\u00e2ncia de democratizar o acesso aos livros. &#8220;Esses encontros s\u00e3o muito importantes para desmistificar a ideia de que a literatura \u00e9 para poucos. Quando voc\u00ea coloca autores em feiras liter\u00e1rias, mostrando que s\u00e3o pessoas comuns, isso populariza o bom livro. N\u00e3o importa sua classe social ou n\u00edvel intelectual, se voc\u00ea come\u00e7ar a entrar no mundo dos livros, vai se apaixonar e descobrir muitas hist\u00f3rias fascinantes&#8221;, finalizou Raphael.<\/p>\n<p>* A Feira Liter\u00e1ria de Vit\u00f3ria da Conquista (2024), realizada entre os dias 13 e 17 de novembro, conta com o patroc\u00ednio do Governo Federal e do Governo do Estado da Bahia, atrav\u00e9s da Bahia Liter\u00e1ria, a\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Pedro Calmon\/ Secretaria de Cultura e da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, e apoio do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.<\/p>\n<p><em>Texto: \u00c9rika Camargo<\/em><\/p>\n<p><em>Fotos: Lua Ife\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na quinta-feira (14), segundo dia da FliConquista (Feira Liter\u00e1ria de Vit\u00f3ria da Conquista), o teatro do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima estava lotado, principalmente por jovens, para acompanhar a conversa com o escritor Raphael Montes. 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