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FliConquista abre sua 3ª edição celebrando a literatura e o cinema
25 de setembro de 2025

Os portões do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima se abriram nesta quarta-feira (24) para dar início à 3ª edição da Feira Literária de Vitória da Conquista (FliConquista). Até o dia 28 de setembro, o espaço se transforma em território da palavra, promovendo encontros entre a literatura e o cinema, os livros e os leitores e entre pessoas que celebram a cultura.

Nesta edição, o tema da Feira é a relação entre literatura e cinema, investigando como essas duas linguagens dialogam e se retroalimentam.

A solenidade de abertura contou com a presença de autoridades ligadas à Educação, à Cultura e à Política, como a curadora da FliConquista, professora Ester Figueiredo; o diretor do IFBA, Felizardo Rocha; o professor Robério Rodrigues , representando o Conselho Estadual de Educação da Bahia; Tatiana Vanderlei, representando Sandro Magalhães, Diretor-Geral da Fundação Pedro Calmon; além dos deputados Zé Raimundo e Waldenor Pereira, entre outros.

Encontro entre Literatura e Cinema – De acordo com Ester Figueiredo, a feira nasce do encontro entre literatura e cinema e busca oferecer ao público um olhar ampliado sobre as narrativas. “O que nos impulsiona é justamente fazer a releitura de livros que foram utilizados para o cinema. Essa lente nos ajuda a interpretar o mundo, porque o cinema também é um instrumento de interpretação”, disse.

Cinema se nutre da Literatura – O diálogo entre literatura e cinema foi reforçado por Esmon Primo, curador dos filmes que serão exibidos na FliConquista. Para ele, desde a origem o cinema se nutre de histórias já contadas em livros, no teatro e na oralidade. “Uma grande quantidade de filmes que são feitos no mundo tem como base obras literárias. A literatura abre esse leque de possibilidades para outras expressões artísticas”, afirmou.

Literatura transforma vidas – Robério Rodrigues, representante do Conselho Estadual de Educação da Bahia, destacou nosso estado com o detentor do maior número de feiras literárias do Brasil. Para ele, a FliConquista se integra a esse movimento como um espaço de transformação pela leitura: “A literatura e a educação são meios de capturar a curiosidade das crianças e transformar vidas. Estar presente aqui é reafirmar a importância dessa frente coletiva que leva livros e literatura para todos os cantos da Bahia”.

“Um oásis” – Quem acompanha de perto a cena cultural também percebe esse impacto. A jornalista Indyra Castro definiu a feira como um “oásis” na cidade: “É uma oportunidade de estar diante de autores e artistas que muitas vezes não chegam a Vitória da Conquista. Existe uma carência, e quando isso acontece é importante reservar tempo na agenda para prestigiar.”

A abertura também foi momento de experiências pessoais, como as de Beatriz Ferraz e Gustavo Alberto, que participam juntos da feira. Beatriz contou ter ficado “deslumbrada” com o início da programação e vê nos próximos dias uma agenda “cheia de entregas, não só nos shows, mas também nas mesas literárias e nos encontros com autores”. Gustavo ressaltou o sentimento de pertencimento: “Estar no nosso território, recebendo escritores e artistas, valoriza ainda mais a palavra e a cultura. É isso que espero viver ao longo desta edição”.

A FliConquista segue até domingo (28), com uma programação diversa: mesas literárias, lançamentos de livros, conferências, apresentações musicais, mostras de cinema, espetáculos e a FliConquistinha, espaço dedicado às crianças, além de atividades voltadas para jovens e idosos.

Entre os textos e as telas, Vitória da Conquista reafirma seu lugar no mapa da cultura: cidade de criação e encontros e, pelo terceiro ano, também terra da FliConquista, que celebra na literatura e no cinema a potência das histórias que nos conectam.

Clique aqui e confira a programação completa.

FliConquista 2025 – A terceira edição da FliConquista integra o Programa Bahia Literária, a Rede de feiras e festas literárias do Estado da Bahia e conta com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Educação (SEC) e da Secretaria de Cultura (SECULT), via Fundação Pedro Calmon e do Governo Federal por meio de emendas parlamentares.

Repórter: Érika Camargo

Fotografia: Igor Chaves | @1chaaves