Na FliConquista, espaços para dialogar não faltam. Cada mesa oferece a oportunidade para falar e refletir sobre assuntos que envolvem cultura, cinema e literatura. Na manhã desta quinta-feira (25), a mesa Vivências Leitoras aconteceu no Espaço Gerações com Ad Novaes, designer editorial e responsável pelo projeto Letra e Papel, Laís Leão, professora e comunicadora idealizadora do projeto Casala, e Juliana Brito, fundadora da Biblioteca Donaraça.
Interligadas pelo amor ao mundo dos livros, Ad, Laís e Juliana falaram sobre experiências leitoras e como a literatura ultrapassa as gerações e se adapta à sociedade, às novas tecnologias e se reinventa, mostrando que, embora hoje dispute espaço com a dopamina rápida oferecida pelas horas em frente às telas, os livros ainda são fonte de entretenimento, conhecimento e a porta para viagens sem sair do lugar. Segundo Juliana Brito, o incentivo ao diálogo sobre livros constrói pontes, como os clubes do livro e a biblioteca comunitária, para que mais pessoas tenham acesso à leitura.
Para Ad Novaes, embora seja um trabalho de formiguinha mostrar que as obras literárias, sejam elas clássicas ou não, não são inacessíveis e difíceis de entender, ajuda a tirar as obras literárias do “pedestal” que as afasta das pessoas. Ela também destaca que o valor das publicações é um empecilho para facilitar o acesso à leitura, mas que existem algumas formas gratuitas, como livros digitais, sebos e as próprias bibliotecas que possibilitam o empréstimo de livros.
O professor e psicólogo Josué Brito acompanhou a mesa e conta que esta é a sua terceira vez na FliConquista e que é um privilégio participar de um evento como esse. Ele aponta que o tema da mesa foi de grande importância, pois os clubes de literatura e a biblioteca comunitária propagam o acesso à leitura de forma saudável e inclusiva.
FliConquista 2025 – A terceira edição da FliConquista integra o Programa Bahia Literária, a Rede de feiras e festas literárias do Estado da Bahia e conta com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Educação (SEC) e da Secretaria de Cultura (SECULT), via Fundação Pedro Calmon e do Governo Federal por meio de emendas parlamentares.