III FLICONQUISTA
LITERATURA E CINEMA: a palavra rimada entre cenas e letras
Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima
24 a 28 de setembro
Vitória da Conquista – Ba
A literatura é o campo da palavra em volume, tom e perspectiva. O cinema é a palavra em fotogramas, foto imagem. A verbovisualidade fulcra sentidos nas entrelinhas do movimento dos olhos, para ler as linhas, e, na fixação do olhar, para acompanhar as telas! Então! Mais do que esperado, era a estreia de uma FliConquista que tematizasse as intersecções ente a literatura e o cinema, na terra de Glauber Rocha, que nasceu no mesmo dia de Castro Alves, 14 de março, 92 anos após sua partida.
Glauber Rocha é reconhecido como patrono da cultura no município de Vitória da Conquista e sua data de aniversário é estabelecida como o Dia Municipal da Cultura, por meio da Lei nº 1.367/2006.Há alguma distopia que brota do pensamento glauberiano? Será?
Seu velório foi filmado por Silvio Tendler, para ser roteirizado e produzido como documentário! As Bachianas de Villa Lobos foram cantadas! Darcy Ribeiro discursou e bradou: fica de Glauber para nós o legado de sua indignação! “Você não está descendo, Glauber. Você subiu”, disse sua mãe, em voz e corpo feridos da ausência já sentida.
As letras sobem, ao fim do filme. As letras, ao fim do livro, tornam-se palavras fora da página. Literatura e cinema matizam emoções em matériassígnicas que envolvem pessoas, nos diversos espaços da cultura.
A matriz de programação desta edição da FliConquista tem sua gênese na narrativa que virou filme e provoca/ provocou leituras na esfera da verbovisualidade, no audiovisual e, também, no impresso. O programa das mesas literárias busca, em tons e formas diversas, expressar a autoria dos escritores e escritoras convidados e imprimem estilos únicos para a ficção! A literatura, como arte da palavra, ficciona a realidade apresenta-se, nesta edição da FliConquista como letras e cenas.
Este enfoque curatorial absorve a mutualidade entre as duas artes: o cinema e a literatura e reconhece a autonomia de cada uma. Busca-se o diálogo e a formação estética e toma-se, como matéria, a exploração de gêneros literários: o romance, a poesia, dentre outros, para provocar a geração de outros sintagmas e rimas visuais da palavra.
Vidas Secas, romance de Graciliano Ramos e filme de Nelson Pereira dos Santos situa Baleia, uma cadela, como um animal que espera, desespera e se expressa como gente, acompanha os passos de seu dono,.Expressa sentimento. Quem há de negar que o cinema e a literatura são dramaticidade?! No caso de Vidas Secas, a sobrevivência da humanidade nos desertos áridos da existência, tanto natural, como subjetivas.Essa é a confluência do tema desta edição: literatura e cinema como lentes para direcionar o olhar para a indignação e para captar os símbolos que, ainda, germinam a confrontação de valores, para exercermos o direito de escolha, para que o filme não seja interrompido, nenhuma cena cortada e nenhum livro queimado!
A programação da FliConquista ocupa o Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, nos dias 24 a 28 de setembro de 2025, com propostas para os públicos infantis, jovens, adultos e idosos, nos formatos de mesas literárias exposições, lançamentos, mostra de cinema ( longas e curtas), espetáculos e shows. Seja parte desse público leitor e viva a FliConquista em todos os seus espaços e atividades. A terceira edição da FliConquista integra o Programa Bahia Literária, a Rede de Feiras e Festas literárias do Estado da Bahia e conta com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Educação (SEC) e da Secretaria de Cultura (SECULT), via Fundação Pedro Calmon e do Governo Federal mediante emendas parlamentares.
Vinicius Amancio – Poeira Cósmica
Poliana Policarpo – Tulipas Raras
Marcely Santos Rodrigues – Herança de amor e morte
Mariana Ferreira – O que (não) desejar de natal
Claudete Ferreira Silva Sousa – Uma bandeja contendo: Memórias de uma enfermeira
Maria Carla Nascimento – Palavra Plantada
Lilian Almeida – Fecundo a terra enquanto choro
Noiane Souza – A Última Gota – Poesia e Colagem como Expressão Terapêutica
Fernando De Azevedo Alves Brito – Brasilicídio, Pandemia e uma Ruma de Poesias
Ybeane Moreira – Café das Três
Ana Luz – As Abelhas Sabem que Horas são
Janete Silva – Faces do Tempo
Roberta Pereira – Verdades De Um Coração Ferido
Julia Veloso Rocha Santana – Memórias de um Rei Caído
Priscila Alves Santos Ferraz – Metamorfose
Lucas Pereira Novaes – O diálogo dos sussurros
Elane Nardotto – Simone de Beauvoir, um sonho de Brasil
André Guerra – A casa dos espelhos
Fernanda Quadros – Outros Tragos
Maria Angélica Rocha, Baktalaia de Lis, Claudia Madalena Feistauer – Os (des)limites da leitura
Manuella Ferraz – Eu não sou pressionada, eu me pressiono
José Carlos Assunção Novaes – Fonte de Beber Água
Luh Oliveira – Pintei a Lua de Jasmim
Aurelio Nery – Queria Que Você Fosse Assim
Fernanda Protásio – Algo e Outras coisas
Clovinhos Teixeira – Cem Sonetos Libertinos
Vinicius Cardona – O Pecado Jazz à Porta
Aurélio Ricardo Filho – Eu Acuso: Alucinações de Luis da Silva
Palavrilhas – Vozes Femininas de Vitória da Conquista (Antologia)
Gedalva da Paz – Maria Eduarda Agotiné
Mirian Carvalho – As Novas Aventuras de Maria no Parque da Matinha
Duda Souza – Contos de Maria neta e Maria Vó
Milana Correia – O show da Girafa Dançante
Anny Argolo – A Menina que Pensava em Cores
Valdeique Oliveira – Da Cor do Café
REALIZAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
BAHIA LITERÁRIA
INSTITUTO COMUNIDADE SUSTENTÁVEL
CORREALIZAÇÃO
Coletivo Barravento
COMUNICAÇÃO VISUAL
GentePropaganda
APOIO INSTITUCIONAL
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia – IFBA, campus Vitória da Conquista
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB
Secretaria Estadual de Educação – SEC BA
Núcleo Territorial de Educação – NTE 20
Conselho Estadual de Educação – CEE BA
PROLER – VC
LIVRARAIA E DISTRIBUIDORA OFICIAL
LDM – Livraria e Distribuidora
EDITORAS
Editora do Senac
Tertúlias
N’zamba
Nocego
Editoras universitárias
Editora Alba – Selo Cultural da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia
A terceira edição da FliConquista integra o Programa Bahia Literária, a Rede de Feiras e Festas literárias do Estado da Bahia e conta com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Educação (SEC) e da Secretaria de Cultura (SECULT), via Fundação Pedro Calmon e do Governo Federal mediante emendas parlamentares.